Implantes curtos: proposta de um novo desenho

Luciano Bonatelli Bispo

Resumo

Os implantes com menos de 10 milímetros de comprimento constituem uma alternativa mais conservadora quando comparados a outras terapias, tais como: enxertos ósseos autógenos, distração osteogênica, lateralização do nervo alveolar inferior, enxerto interposicional ou, ainda, uso de implantes inclinados. A maior vantagem dos implantes curtos está em serem menos onerosos quando comparados a cirurgias avançadas, com mínima taxa de morbidade e melhora na capacidade de recuperação pós-operatória, com reabilitação protética em menor tempo e maior aceitação psicológica por parte do paciente. Como desvantagens, podemos citar: a desproporção coroa/implante, a mesa oclusal mais estreita, as cúspides planejadas mais baixas, deve proporcionar liberdade nos movimentos excêntricos, guia canina desocluindo os elementos posteriores na lateralidade, guia anterior desocluindo os elementos posteriores na protrusão, além da esplintagem dos implantes e direcionamento das forças no longo eixo. Apesar do alto índice de sucesso com os implantes curtos, alguns aspectos devem ser considerados para potencializar tais resultados: qualidade óssea, diâmetro, geometria, desenho, tratamento superficial, número, posição, proporção coroa-implante, oclusão e vetor de forças. O objetivo dessa revisão é propor um desenho de implante curto que maximize o sucesso e favoreça a indicação desses implantes na Odontologia.

Palavras-chave

Implantes dentários;Osseointegração.

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