Para uma política educativa que seja capaz de se pensar e renovar: os maiores de 23

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26843/ae.v12i3.768

Palavras-chave:

, Ensino Superior, Política de Acesso, Processo Maiores 23, Inclusão.

Resumo

As universidades têm funcionado segundo um modelo seletivo, em que predomina a competição e exclusão. Com o advento das sociedades democráticas e com a crítica às desigualdades de oportunidades tem-se vindo a alterar os obstáculos de acesso à universidade. Neste sentido colocámos as seguintes perguntas de partida: Em que medida a universidade se abriu a novos públicos, integrando quem estava excluído num processo que preconiza a mudança social? Qual é o impacto que a atual política de acesso à universidade tem nos estudantes que acedem à universidade? Como objetivo axial para o nosso trabalho definimos: Discutir as políticas de acesso à universidade. Para darmos resposta a esta questão, estruturámos o trabalho em duas dimensões: 1ª dimensão: Análise das políticas educativas. Para o efeito escolhemos como fontes o quadro legislativo. O critério de análise foram as medidas que expressem uma maior abertura (democratização) do acesso ao ensino superior. 2ª dimensão: Impacto na população. Para o efeito escolhemos uma amostra por conveniência (12 alunos) e utilizámos como técnica de pesquisa a entrevista para verificarmos o efeito positivo/negativo na população visada. Como conclusão podemos dizer que o Estado tem vindo a desenvolver políticas que diminuem as grandes desigualdades de oportunidades e vem possibilitar aos alunos que outrora eram marginalizados consigam prosseguir os estudos. A expansão foi necessária, mas só por si não garante a democratização que se pretende.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José Viegas Brás, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias ( Lisboa)

Professor Associado da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Phd- Ciências da Educação - História da Educação
Investigador Integrado do CEIED
Editor da Revista Lusófona de EducaçãoP? S-DOC em História da Educação (2014).Pos-DOC em SocioHistora (2017)


Maria Neves Gonçalves, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)

Professora Associada da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Phd- Ciências da Educação - História da Educação
Investigadora Integrada do CEIED
Editora da Revista Lusófona de Educação
P? S-DOC em História da Educação (2014) e POS-DOC em sociohistória (2017)

Referências

ALBUQUERQUE, C. & SEIXAS, A. O Ensino Superior Pós Bolonha: tempo de balanço, tempo de mudança. Livro de atas. Coimbra: Universidade de Coimbra, 2017.

ARROTEIA, J. Aspetos recentes do ensino superior. População e sociedade, 4, 7-15, 1998.

BERNSTEIN, B. Class, Codes and Control, Towards a Theory of Educational Transmissions, vol.3: London, Routledge & Kegan Paul, 1975.

BOURDIEU, P. A Distinção. Uma crítica social da faculdade do juízo. Lisboa: Edições 70, 2010.

BOURDIEU, P. & PASSERON, J.C. A Reprodução: Elementospara uma Teoria do Sistema de Ensino. Lisboa, Editorial Veja, 1978.

BRAGA, T. História da Universidade de Coimbra nas suas relações com a instrução pública portuguesa (4 vols). Lisboa: Tip. da Academia Real das Ciências, 1892-1902.

BRÁS, J, V. GON? ALVES, FONSECA, & JEZINE, E. A Universidade Portuguesa: o abrir do fecho de acesso - o caso dos maiores de 23 anos. Revista Lusófona de Educação, [S.l.], v. 21, n. 21, p. 163-178, oct. 2012. ISSN 1646-401X. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/3086>. Acesso em: 05 maio 2019.

CABRITO, B. Financiamento e privatização do ensino superior em Portugal: entre a Revolução de Abril e a Declaração de Bolonha. In Cabrito, B., & Jacob, V. (orgs.). Políticas de financiamento e acesso da educação superior no Brasil e em Portugal. (pp.45-59). Lisboa: Educa, 2011

CERDEIRA, L., CABRITO B., & PATROCÍNIO, T. (2011). Equidade, acessibilidade e elitização do ensino superior. O caso português. In Cabrito, B., & Jacob, V. (orgs.). Políticas de financiamento e acesso da educação superior no Brasil e em Portugal. (pp. 255-273). Lisboa: Educa, 2011.

DALE, R. Globalização e educação: demonstrando a existência de uma "Cultura Educacional Mundial Comum" ou localizando uma "Agenda Globalmente Estruturada para a Educação"? Educação e Sociedade, 87 (XXV), 423-460, 2004. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302004000200007

Declaração de Bolonha, disponível em http://www.aauab.pt/bolonha/declaracaobolonha.pdf, consultado em 18-02-2012.

Discursos: sessão solene de abertura das comemorações do VII centenário da Universidade de Coimbra. Coimbra: Serviço de Documentação e Publicações da Universidade.

Educação em Números ? Portugal 2010 (GEPE, 2010), disponível em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=520&fileName=GEPE_Setembro.pdf, consultado em 18-02-2012.

Eurybase (2006/07). Base de dados de informação sobre os sistemas educativos na europa. O sistema educativo em Portugal. DGEC

Estatísticas da Educação 2016/2017. Lisboa: Estatísticas da Educação 2016/2017

GOMES, J. F. A Universidade de Coimbra durante a primeira República (1910-1926), Lisboa, Instituto de Inovação Educacional, 1990.

GOMES, J. F. A reforma universitária de 1911, Revista de História das Ideias, v.12, nº 12, p. 269- 299, set 1990. DOI: https://doi.org/10.14195/2183-8925_12_10

ILLICH, I. Sociedade sem escolas. Petropólis: Editora Vozes, 1977.

Instituto Nacional de Estatística ao Serviço da Sociedade Portuguesa (INE) Setenta anos (1935-2005). Lisboa: INE, 2006.

LEIT? O, L., PAIX? O, M., SILVA, J. & MIGUEL, J. Apoio psicossocial a estudantes do ensino superior. Psicologia, v. xv , n.2, p.123-147, out. 2000.

MAGALH? ES, A. A Identidade do Ensino Superior: a Educação Superior e a Universidade. Revista Lusófona de Educação, [S.l.], v. 7, n. 7, sep. 2009. ISSN 1646-401X. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/713>. Acesso em: 05 june 2019.

MENDES, M. & LINDEZA, P. (2011). A construção sócio-histórica da educação de adultos . Da educação permanente à aprendizagem ao longo da vida. In Teodoro, A. & Jezine, E. (orgs.). Movimentos Sociais e Educação de Adultos na Ibero-América. (pp. 167-198). Brasília: Liber Livros, 2011.

NUNES. A. S. (1971). A situação universitária portuguesa. Lisboa: Livros Horizonte, 1971.

PERRENOUD, P. (2002). Os sistemas educativos face às desigualdades e ao insucesso escolar: uma incapacidade mesclada de cansaço. Genéve: Faculté de Psychologie et des Sciences de L? ducation, 2002.

Perrenoud, P. A escola e a aprendizagem da democracia. Porto: ASA Editores, 2002.

Quintas, H., Gonçalves, T., Ribeiro, C., Monteiro, R. & Fragoso, A. (2014). Estudantes adultos no ensino superior: o que os motiva e o que os desafia no regresso ao ensino à vida académica. Revista Portuguesa de Educação, v. 27, n.2, p.35-56, out 2014. DOI: https://doi.org/10.21814/rpe.6245

QUEIR? S, J. F. O ensino superior em Portugal. Lisboa. Fundação Manuel dos Santos, 2017.

RENAUT, A. (1997). Les révolutions de l? université. Paris: Editions du Seuil, 1997.

RIBEIRO, J. S. (1871-1914). História dos estabelecimentos científicos literários e artísticos de Portugal nos sucessivos reinados da monarquia. Lisboa. Academia Real das ciências, 1871-1914.

ROSA, R. N. (2004). Os caminhos de Bolonha. Disponível em info/rui/processo_bolonha.html. consultado em 10-05-2008.

Sampaio, J. Portugal: a educação em números. Lisboa: Livros Horizonte, 1980.

SANTOS, B & SOUSA, Da ideia de universidade à universidade de ideias. Revista Crítica de Ciências Sociais, v.27 e 28, p.11-62, set. 2004.

SANTOS, M. H. C. Textos e pretextos. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, 2000.

SILVA, R. & NASCIMENTO, I. (2010). Os estudantes maiores de 23 no ensino superior português: estudo crítico e revisão documental. Revista Brasileira de orientação profissional, v.1, n.1. p.73-82, out 2010.

STOER, S. R. A Reforma de Veiga Simão no Ensino: Projecto de desenvolvimento social ou «disfarce humanista»? Educação, Sociedade & Culturas, v.26, n.26, p.17-48, dez.2008.

TEODORO, A., GALEGO, C. & MARQUES, F. (2010). Do fim dos eleitos ao processo de Bolonha: as políticas de educação superior em Portugal (1970-2008). Ensino em Re-Vista, v.17, n.17, p. 659-691, set 2010.

TINTO, V. (1996). Reconstructing the First Year of College. Planning for Higher Education, v. 25 n.1, p. 1-6, dec. 1996.

TORRES, C. A. Dançando no convés do Titanic: a educação de adultos, o Estado-Nação e os novos movimentos sociais. In Teodoro, A. & Jezine, E. (orgs.). Movimentos Sociais e Educação de Adultos na Ibero-América. (pp. 33-56). Brasília: Liber Livros, 2011.

VIEIRA, C. As transformações recentes no campo do ensino superior. Análise Social, vol. xxx, n. 33, p.131-132, set 1995.

VIEIRA, C. & BRITO, M. Tendências da procura do Ensino Superior Público, Cadernos PRAI, Pró-Reitoria para a avaliação institucional, Universidade de ? vora, 1, 2005.

Downloads

Publicado

2019-09-06

Como Citar

BRÁS, J. V.; GONÇALVES, M. N. Para uma política educativa que seja capaz de se pensar e renovar: os maiores de 23. Revista @mbienteeducação, São Paulo, v. 12, n. 3, p. 170–193, 2019. DOI: 10.26843/ae.v12i3.768. Disponível em: https://publicacoes.unicid.edu.br/ambienteeducacao/article/view/768. Acesso em: 24 jul. 2024.

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.