image/svg+xmlRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 1 POR QUE O ARTISTA VAI À ESCOLA? INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS EM ESCOLAS DA GRANDE SÃO PAULO ¿POR QUÉ EL ARTISTA VA A LA ESCUELA? INTERVENCIONES ARTÍSTICAS EN ESCUELAS DEL GRAND SÃO PAULO WHY DOES THE ARTIST GO TO SCHOOL? ARTISTIC INTERVENTIONS IN SCHOOLS IN GRANDE SÃO PAULO Josias Patriolino de LIMA1Lúcia VILLAS BÔAS2RESUMO: Este trabalho tem o objetivo de identificar as motivações que levam artistas de diversas expressões se apresentarem em escolas da região sudoeste da Grande São Paulo. Como referenciais teóricos, fizemos uso das discussões que entrelaçam arte e educação. A região pesquisada inclui a cidade de Itapecerica da Serra, cidades próximas como Embu das Artes e Taboão da Serra e bairros paulistanos como os de Campo Limpo e Capão Redondo. Participaram da pesquisa oito integrantes do Grupo de Poetas Itapoesia, sediado em Itapecerica da Serra, e que têm atuado na organização de saraus, mostras e exposições em escolas da região. Foi aplicado questionário com roteiro semiestruturado e a análise dos resultados indicou que os participantes são motivados, sobretudo, pela proposta de contribuir com a formação artística dos estudantes. PALAVRAS-CHAVE: Artistas. Escola. Motivação. Intervenção artística. RESUMEN:Este trabajo pretende identificar las motivaciones que llevan a los artistas de diversas expresiones a actuar en las escuelas de la región suroeste del Gran São Paulo. Como referencias teóricas, hicimos uso de discusiones que entrelazan el arte y la educación. La región estudiada incluye la ciudad de Itapecerica da Serra, ciudades cercanas como Embu das Artes y Taboão da Serra y barrios de São Paulo como Campo Limpo y Capão Redondo. En la investigación participaron ocho miembros del Grupo de Poetas Itapoesia, con sede en Itapecerica da Serra, que vienen organizando actos, espectáculos y exposiciones en las escuelas de la región. Se aplicó un cuestionario con un guión semiestructurado y el análisis de los resultados indicó que los participantes están motivados, sobre todo, por la propuesta de contribuir a la formación artística de los alumnos. PALABRAS CLAVE: Artistas. La escuela. Motivación. Intervención artística. 1Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), São Paulo SP Brasil. Mestre do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8143-0074. E-mail: jpatriolino@gmail.com 2Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), São Paulo SP Brasil. Professora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação e do Programa de Mestrado Profissional Formação de Gestores Educacionais. Doutorado em Educação (PUC/SP). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5136-2392. E-mail: luciaboas@gmail.com
image/svg+xmlTítulo do artigoRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 2 ABSTRACT:This work aims to identify the motivations that lead artists of various expressions to perform in schools in the southwest region of Greater São Paulo. As theoretical references, we made use of discussions that interweave art and education. The region studied includes the city of Itapecerica da Serra, nearby cities such as Embu das Artes and Taboão da Serra and neighbourhoods in São Paulo such as Campo Limpo and Capão Redondo. Eight members of the Poets' Group Itapoesia, based in Itapecerica da Serra, took part in the research. They have been organizing events, shows and exhibitions in schools of the region. A questionnaire with a semi-structured script was applied and the analysis of the results indicated that the participants are motivated, above all, by the proposal of contributing to the artistic formation of the students. KEYWORDS: Artists. School. Motivation. Artistic intervention. Introdução As manifestações artístico-culturais têm proliferado na periferia das grandes cidades e vários grupos organizados estão indo nas escolas para a apresentação de sua produção nas diferentes expressões artísticas, notadamente música, poesia, teatro e dança. Com efeito, há um contato mais que necessário e que se define como urgente para o momento das artes no Brasil. Um momento em que este encontro entre artistas, professores e estudantes precisa se estabelecer como o elo que mostra o que é a arte contemporânea e seu contraponto com os movimentos históricos, geralmente mais estudados em sala de aula. As relações entre arte e educação e, mais particularmente, da arte na educação, não podem ser analisadas sem que antes se distingam as diferentes expressões e modalidades de arte. São artes que se vislumbram na visão de crianças e de adolescentes em seu período escolar, mas que também estão visíveis a toda e qualquer pessoa, fora das escolas inclusive. As chamadas sete artes, ou artes nobres, antigamente eram assim identificadas: pintura, escultura, música, dança, teatro, literatura e cinema. Hoje, as artes assumiram outros nomes e se desdobraram em várias outras. As artes plásticas reuniram a pintura e a escultura, e aglutinaram a gravura, o desenho, a fotografia, o grafite e outras modalidades. Surgiram as artes digitais. O nome artes visuaispassou a designar diversas formas de expressão artística. Para os estudantes, esta diversidade artística remete a conceitos formados ao longo do tempo e que modulam preferências que persistem pela vida inteira. A música e seus diversos estilos atraem a maioria das crianças e adolescentes. E algumas artes só são vistas no interior de museus, ateliês e em outros centros culturais. A esse propósito, Santos (2017), ao reproduzir sua experiência com outra arte, as performances de rua, trata da abordagem triangular defendida por Barbosa e Cunha, (2010) e
image/svg+xmlRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 3 do conceito de ambiência amplamente discutido por vários outros autores, quando nos diz que: Contextualização, fruição e fazer artístico são as ações sistematizadas conjuntamente na Abordagem Triangular. Desenvolvida por Barbosa desde a década de 1980, representa um embasamento muito importante para a construção de metodologias em ensino/aprendizagem de Arte. Desde a sua primeira publicação, essa proposta vem sendo apropriada e revisitada por diversos autores e professores de Arte. Tal abordagem consiste, na articulação entre estabelecer relações estéticas, críticas, históricas, con-ceituais, entre outras, conhecer e ter contato com obras de arte e produzir objetos artísticos” (SANTOS, 2017, p. 16). Vale ressaltar que Barbosa e Cunha, (2010) nos alerta para a inclusão da arte nos currículos escolares como parte do processo educativo que não pode prescindir de um olhar decolonial de sensibilidade artística de modo a desconstruir antigas ideias introduzidas pelo colonialismo cultural, modelo aplicado ao que se denomina de literatura central ou centralista. Na proposta dessa autora, é apresentada uma coesão entre os conceitos de apreciar, contextualizar e praticar a arte na escola. Em que pese esses aspectos, a nossa proposta aqui é, sem desconsiderar o amplo debate das relações entre a arte e a educação, indicar os motivos pelos quais os artistas vão até as escolas para a promoção de intervenções artístico-culturais como parte da proposta pedagógica de cada instituição. Vínculos entre arte e educação / arte na educação As pesquisas relacionadas à arte na escola mostram como vínculos a interação necessária entre o professor e os alunos nas aulas de Artes e de Língua Portuguesa. Em sua maioria, a literatura mostra aspectos particulares, como o da arte do teatro, que é apresentada no trabalho Professor de teatro: um artista em sala de aula (as vozes que me falam), de Bruna Casali da Silva para a conclusão do curso de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Trata-se de um trabalho que mostra experiências do professor-artista junto a alunos, com idades entre 15 e 17 anos, do Colégio de Aplicação da UFRGS, em Porto Alegre, em 2015. Como diz a própria autora, é a visão de uma artista dentro da sala de aula, espectadora de si mesma e na expectativa de encontrar futuros artistas. Além disso, vimos ainda o trabalho da professora Lúcia Gouveia Pimentel, no artigo Novas territorialidades e identidades culturais: o ensino de arte e as tecnologias contemporâneas, no qual ela discorre sobre a ambiência escolar, conceito que extrapola o espaço físico da sala
image/svg+xmlTítulo do artigoRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 4 de aula, sob a ótica de um artista-professor-pesquisador. Segundo ela, “é fundamental, portanto, no ensino de arte contemporâneo, que os alunos, através de pesquisas, observações, análises e críticas, possam conhecer e analisar os processos dos produtores de arte, os artistas”, considerando também outros processos (PIMENTEL, 2011, p. 769).Também destacamos a publicação dos Anais do 24º. Seminário Nacional de Arte e Educação A presença de um artista-professor na sala de aula: considerações iniciais,pela Editora Fundarte. Trata-se de um trabalho das professoras Lislaine Sirsi Cansi e Renata Azevedo Requião, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). À exemplo do trabalho citado acima, este apresenta diversas situações de professores que, casualmente, também são artistas. Estes professores têm a facilidade de aliar a experiência artística à formação docente, e não são raros os profissionais que conseguem unir as duas faces numa só pessoa. A experiência poética traz à tona as imagens do que foi a inspiração para a composição poética, baseada principalmente naquilo que é novo e poético. É isso que nos diz Marin (2011, p. 06), ao citar Bachelard (2008), quando nos fala do descolamento do passado e das ações conscientes do autor, evocando imagens trazidas do mais profundo da alma e dos devaneios e dos sonhos do poeta, mesmo tendo estes conceitos diferentes, pois “a alma está de vigília, em tensão, repousada e ativa”. Ainda, a poesia e, consequentemente, a imagem poética encontra duas maneiras principais de se operar nos seres humanos a ressonância e a repercussão: As ressonâncias dispersam-se nos diferentes planos da nossa vida no mundo; a repercussão convida-nos a um aprofundamento da nossa própria existência. Na ressonância ouvimos o poema, na repercussão o falamos, ele é nosso. A repercussão opera uma inversão do ser. Parece que o ser do poeta é o nosso ser. A multiplicidade das ressonâncias sai então da unidade de ser da repercussão. Dito de maneira mais simples, trata-se aqui de uma impressão bastante conhecida de todo leitor apaixonado por poemas: o poema nos toma por inteiro. Essa invasão do ser pela poesia tem uma marca fenomenológica que não se engana. A exuberância e a profundidade de um poema são sempre fenômenos do par ressonância-repercussão. É como se, com sua exuberância, o poema reanimasse profundezas em nosso ser. Para percebermos a ação psicológica de um poema, teremos, pois, de seguir dois eixos de análise fenomenológica: um que leva às exuberâncias do espírito e outro que conduz às profundezas da alma (BACHELARD apud MARIN, 2011, p. 06). Para o psicólogo, “a imagem poética opera uma invasão total na alma daquele que a percebe. Há, no receptor da poesia, uma vez que esta o atinge, uma sensação de singularidade e intimidade em relação à imagem, tão profunda e particular”. É neste sentido quea compreensão do conteúdo da obra passa pela percepção do receptor e do que ele mesmo já
image/svg+xmlRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 5 experimentou, o que se reflete na intensidade do entusiasmo para com a obra apresentada. A ingenuidade também se reflete, com força, nas considerações e recordações do passado para se apresentarem em conjunto com a imagem do presente, do atual, na superfície de nossa compreensão, pois “a poética não se faz necessária, não tem finalidades causais, entretanto, é uma tonificação da vida” (MARIN, 2011, p. 56). Ao tratarmos especificamente de poesia no processo educativo, trazemos o pensamento da professora Diva Sueli Silva Tavares, para quem há uma constatação de que os alunos em idade escolar, chegam ao Ensino Médio com pouco interesse em discutir poesia. Contudo, ao chegar ali, se deparam com um ensino mais sistemático de Literatura dentro da disciplina Língua Portuguesa. A ideia de tratar da poesia no ambiente escolar é retratada em sua tese de doutorado em Educação, com experiências trazidas do acompanhamento de alunos de uma escola pública da cidade de Natal, capital potiguar, com idades entre 14 e 18 anos (TAVARES, 2007, p. 15). Voltaremos a discutir a arte da poesia no ambiente escolar ao tratarmos das intervenções dos poetas do Itapoesia, assim como trataremos das demais artes que são levadas para dentro das escolas. Vimos, ainda, na tese de doutorado de Tavares (2007), com suas importantes contribuições que mostram o interesse específico de alunos do Ensino Médio para a arte da poesia, além das constatações que já lembramos inicialmente, sua preocupação de treze anos atrás quanto ao ensino e ao modelo de apresentação das artes nas escolas. Neste caso, o foco é a leitura como elemento a despertar o interesse dos alunos para a poesia, incluindo os impactos quanto à prática docente. De acordo com Tavares (2007, p. 19), “esta relação da poesia com a escola tem se mostrado insatisfatória”, mas apresenta caminhos para intensificar o interesse e a importância que vem sendo perdida. Segundo ela, A poesia é uma das modalidades de escrita mais antigas. No mundo greco-romano, o estilo poético era muito valorizado e difundido, principalmente no campo educativo. Isso ocorria porque o gênero constituía uma das principais e mais nobres manifestações da linguagem verbal e era necessário conhecê-la e saber utilizá-la, o que justificava a importância do ensino de poesia nas escolas (TAVARES, 2007, p. 35). A propósito do mesmo tema, a professora Isabella Santos, ao reproduzir em seu trabalho sua experiência com outra arte, as performances de rua, trata da abordagem triangular defendida por Barbosa e do conceito de ambiência amplamente discutido por vários outros autores, quando nos diz que:
image/svg+xmlTítulo do artigoRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 6 Contextualização, fruição e fazer artístico são as ações sistematizadas conjuntamente na Abordagem Triangular. Desenvolvida por Barbosa desde a década de 1980, representa um embasamento muito importante para a construção de metodologias em ensino/aprendizagem de Arte. Desde a sua primeira publicação, essa proposta vem sendo apropriada e revisitada por diversos autores e professores de Arte. Tal abordagem consiste, na articulação entre estabelecer relações estéticas, críticas, históricas, con-ceituais, entre outras, conhecer e ter contato com obras de arte e produzir objetos artísticos” (SANTOS, 2017, p. 16). A arte na educação muitas vezes chega por caminhos nem sempre planejados. É o que se verifica nos trabalhos de Santos, (2017), Tavares (2007), Silva (2015), Barbosa (2012) e Neves (2008). A criação artística também nem sempre ocorre da forma imaginada, como constata Schindwein et al. (2019). E, da mesma forma, constatamos nas apresentações do Itapoesia ou de seus artistas nas escolas. Muito do que ocorre nestes espaços surge de forma espontânea, com a adesão dos alunos no ritmo determinado pelas mais diversas variáveis. Este trabalho não pretende mostrar apenas a arte da poesia e sua influência na educação, como parece claro no nome completo do grupo analisado. Ao contrário, pretendemos apresentar a diversidade artística da região sudoeste da Grande São Paulo, com suas várias nuances, com sua música, sua dança, seu teatro, suas artes plásticas... E, ao apresentarmos artistas de fora do ambiente escolar quando de suas participações em atividades “do lado de dentro”, trazemos para a discussão as diferenças que marcam as relações entre a arte e a educação quando colocados dentro das escolas personagens que não fazem parte deste ambiente. Além dos artistas-professores, há artistas que não sentem o convívio diário da sala de aula, do pátio, da quadra de esportes, dos alarmes marcando os horários. Há personagens alheios à vida da escola, mas que podem contribuir e muito com suas experiências de vida, especialmente de suas experiências artísticas. O grupo de poetas Itapoesia O Grupo de Poetas Itapoesia, participante desta pesquisa, surgiu de uma experiência aplicada por vários artistas de Itapecerica da Serra, liderados pelo ator, poeta e escritor mineiro Nivalci Labareda dos Luzeiros, em 2005. Labareda, então servidor público na Biblioteca Municipal Arthur Ricci de Camargo, implantou o Projeto Itapoesia, em referência à cidade, tendo como o primeiro de seus eventos a Semana Literária, que aconteceu entre 14 e 21 de março daquele ano. Ao final daquele evento, o grupo reuniu-se para discutir sua continuidade e o nome Itapoesia foi definido como permanente. Desde então, o grupo assumiu
image/svg+xmlRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 7 a identidade de verdadeiro representante da literatura em Itapecerica da Serra, e em seus 16 anos de existência viu seu nome ultrapassar as fronteiras da cidade. Contudo, o Itapoesia não está apenas em Itapecerica da Serra ou na Região Sudoeste da Grande São Paulo. O Itapoesia, dizem seus membros e admiradores, está em todos os lugares. Várias pessoas que participaram de atividades do grupo levaram o nome para fora das fronteiras de São Paulo e até mesmo do Brasil, como o músico e poeta Neggo Blues (para Luanda, Angola) e o poeta e escritor Ari Mascarenhas, que seguiu para Portugal, a fim de realizar o doutorado (ou doutoramento, como dizem por lá) na tradicional Universidade de Coimbra; ambos em 2019. No Itapoesia, sempre foi uma preocupação a abordagem dos temas de cada trabalho artístico pelo enfoque pedagógico. A preocupação se apresenta nas reuniões do grupo e nos chamados Encontros dos Poetas, que se realizam regularmente na cidade. Cada trabalho é analisado pelos membros do grupo, tendo em vista a forma como a obra será apresentada ao público leitor ou espectador, numa crítica construtiva para que o trabalho seja sempre aperfeiçoado. A mesma preocupação está presente na forma didática das apresentações, tanto nos saraus do grupo quanto nos eventos nas escolas, principalmente quando em escolas de Ensino Fundamental Ciclo I, que envolvem crianças entre 6 e 12 anos de idade. Infelizmente, o retorno (feedback) dado pelas escolas é muito pouco. Os artistas, na maioria das vezes, não têm acesso aos resultados e ao aproveitamento ou não de suas intervenções após deixarem a escola.
image/svg+xmlTítulo do artigoRev. @mbienteeducação, São Paulo, v. 15, n. 00, e022003, 2022. e-ISSN: 1982-8632 DOI: https://doi.org/10.26843/ae.v15i00.1060 8