Potencial erosivo de pastilhas e balas duras “zero açúcar” dissolvidas em água e saliva artificial

Marcos Rodrigo Rita, Maria Mercês Aquino Gouveia Farias, Eliane Garcia da Silveira

Resumo

O consumo de balas ácidas está associado à etiologia da erosão dental. Esta pesquisa objetivou avaliar o potencial erosivo de pastilhas e balas duras “zero açúcar” disponíveis comercialmente. Foram analisadas as balas: Halls® mini (extraforte, melancia, mentol e cereja) e as pastilhas Melagrião® (limão) e Valda® friends (mentol). Constituíram-se 2 grupos: balas e pastilhas dissolvidas em água duplamente deionizada (G-1) e balas e pastilhas dissolvidas em saliva artificial (G-2). O pH foi mensurado utilizando-se um potenciômetro e eletrodo combinado de vidro previamente calibrado com soluções padrão pH 7,0 e pH 4,0, antes de cada leitura. Para a verificação da acidez titulável, foram adicionadas alíquotas de 100 μL NaOH 0,1M, sob agitação constante até alcançar pH 7,0. Os resultados foram submetidos à Análise de Variância (ANOVA) e as comparações das médias realizadas pelo teste Tukey, em um nível de 5% de significância (p<0,05). As balas e pastilhas dissolvidas em água (G-1) apresentaram valores de pH inferiores a 5,5, com exceção do sabor mentol Valda® (pH= 6,1), que diferiu significantemente dos demais. Após diluição em saliva artificial (G-2) todos os sabores apresentaram valores de pH superiores a 5,5. Na comparação entre os grupos (G-1 e G-2), observou-se elevação significativa do pH no grupo G-2. Observou-se redução significativa da acidez titulável após diluição na saliva artificial (G-2). Conclui-se que a maioria das balas e pastilhas analisadas são ácidas, mas diferem quanto ao seu potencial erosivo. A saliva artificial atuou elevando o pH e reduzindo a acidez titulável.

Palavras-chave

Erosão dentária; Comportamento alimentar; Doces; Concentração de Íons de Hidrogênio; Acidez

Texto completo:

PDF

Referências

CATELAN A, Guedes APA, Santos PH. Erosão dental e suas implicações sobre a saúde bucal. RFO 2010 jan.-abr.;15(1):83-6. 2. VASCONCELOS FMN, Vieira SCM, Colares V. Dental erosion: diagnosis, preven¬tion and management under oral health. Rev bras ciênc saúde 2010 14(1):59-64. 3. THOMAS MS, Vivekananda Pai AR, Yadav A. Medication-related dental erosion: a review. Compendium of continuing education in dentistry (Jamesburg, NJ : 1995) 2015 Oct;36(9):662-6; quiz 8. 4. WEST NX, Joiner A. Enamel mineral loss. Journal of dentistry 2014 Jun;42 Suppl 1(S2- 11. 5. NAHAS Pires Correa MS, Nahas Pires Correa F, Nahas Pires Correa JP, Muraka¬mi C, Mendes FM. Prevalence and associated factors of dental erosion in children and adolescents of a private dental practice. International journal of paediatric dentistry 2011 Nov;21(6):451-8. 6. FARIAS MMAG, Silveira EG, Schmitt BHE, Araújo SM, Baier IBA. Prevalência da erosão dental em crianças e adolescentes brasileiros. Salusvita 2013 32(2):187- 98. 7. SALAS MM, Nascimento GG, Vargas-Ferreira F, Tarquinio SB, Huysmans MC, Demarco FF. Diet influenced tooth erosion prevalence in children and adoles¬cents: Results of a meta-analysis and meta-regression. Journal of dentistry 2015 Aug;43(8):865-75. 8. SOVIK JB, Skudutyte-Rysstad R, Tveit AB, Sandvik L, Mulic A. Sour sweets and acidic beverage consumption are risk indicators for dental erosion. Caries resear¬ch 2015 49(3):243-50. 9. MOYNIHAN PJ. The role of diet and nutrition in the etiology and prevention of oral diseases. Bull World Health Organ 2005 Sep.;83(9):694-9. 10. NADIMI H, Wesamaa H, Janket SJ, Bollu P, Meurman JH. Are sugar-free confec¬tions really beneficial for dental health? British dental journal 2011 Oct 7;211(7):E15. 11. FURTADO JR, Freire VC, Messias DCF, Turssi CP. Aspectos físico-químicos re¬lacionados ao potencial erosivo de bebidas ácidas. RFO, Passo Fundo 2010 set./ dez. ;15(3):325-30. 12. SHELLIS RP, Featherstone JD, Lussi A. Understanding the chemistry of dental erosion. Monographs in oral science 2014 25(163-79. 13. BUZALAF MA, Hannas AR, Kato MT. Saliva and dental erosion. Journal of applied oral science : revista FOB 2012 Sep-Oct;20(5):493-502. 14. MAGALHAES AC, Wiegand A, Rios D, Honorio HM, Buzalaf MA. Insights into pre¬ventive measures for dental erosion. Journal of applied oral science : revista FOB 2009 Mar-Apr;17(2):75-86. 15. HARA AT, Zero DT. The potential of saliva in protecting against dental erosion. Monographs in oral science 2014 25(197-205. 16. WAGONER SN, Marshall TA, Qian F, Wefel JS. In vitro enamel erosion associated with commercially available original-flavor and sour versions of candies. Journal of the American Dental Association (1939) 2009 Jul;140(7):906-13. 17. GAMBON DL, Brand HS, Veerman EC. Dental erosion in the 21st century: what is happening to nutritional habits and lifestyle in our society? British dental journal 2012 Jul 27;213(2):55-7. 18. STEWART KF, Fairchild RM, Jones RJ, Hunter L, Harris C, Morgan MZ. Children’s understandings and motivations surrounding novelty sweets: a qualitative study. International journal of paediatric dentistry 2013 Nov;23(6):424-34. 19. FEATHERSTONE JD, Lussi A. Understanding the chemistry of dental erosion. Monographs in oral science 2006 20(66-76. 20. BRAND HS, Gambon DL, Paap A, Bulthuis MS, Veerman EC, Amerongen AV. The erosive potential of lollipops. International dental journal 2009 Dec;59(6):358-62. 21. BRAND HS, Gambon DL, Van Dop LF, Van Liere LE, Veerman EC. The erosive poten¬tial of jawbreakers, a type of hard candy. International journal of dental hygiene 2010 Nov;8(4):308-12. 22. BONVINI B, Soraes AK, Farias MMAG, Araújo SM, Schmitt BEH. Mensuração do potencial erosivo de balas dissolvidas em água e saliva artificial. Rev Odontol UNESP 2016 45(3):154-8. 23. DAVIES R, Hunter L, Loyn T, Rees J. Sour sweets: a new type of erosive challen¬ge? British dental journal 2008 Jan 26;204(2):E3; discussion 84-5. 24. FARIAS MMAG, Oliveira MML, Schmitt BHE, Silveira EG, Araújo SM. Erosive potential of sugar-free hard candies dissolved in water and artificial saliva. Braz J Oral Sci 2016 15(1):4. 25. LAZZARIS M, Farias MMAG, Araújo SM, Schmitt BHE, Silveira EG. Erosive po¬tential of commercially available candies. Pesqui Bras Odontopediatria Clín Integr 2015 15(1):7-12. 26. SILVA JG, Farias MMAG, Silveira EG, Araújo SM, Schmitt BHE. Evaluation of the erosive potential of acidic candies consumed by children and tennagers. J Phar¬macy Nutrition Sciences 2013 3(4):262-5. 27. LUSSI A, Schlueter N, Rakhmatullina E, Ganss C. Dental erosion--an overview with emphasis on chemical and histopathological aspects. Caries research 2011 45 Suppl 1(2-12. 28. LUSSI A, Carvalho TS. Erosive tooth wear: a multifactorial condition of growing concern and increasing knowledge. Monographs in oral science 2014 25(1-15. 29. SHELLIS RP, Barbour ME, Jesani A, Lussi A. Effects of buffering properties and undissociated acid concentration on dissolution of dental enamel in relation to pH and acid type. Caries research 2013 47(6):601-11. 30. GAMBON DL, Brand HS, Nieuw Amerongen A. [Acidic candies affect saliva secre¬tion rates and oral fluid acidity]. Nederlands tijdschrift voor tandheelkunde 2007 Aug;114(8):330-4. 31. TENUTA LM, Fernandez CE, Brandao AC, Cury JA. Titratable acidity of beverages influences salivary pH recovery. Brazilian oral research 2015 29( 32. JENSDOTTIR T, Nauntofte B, Buchwald C, Bardow A. Effects of sucking aci¬dic candy on whole-mouth saliva composition. Caries research 2005 Nov¬-Dec;39(6):468-74.


Visualizações do PDF:

21 views


Visualizações do Resumo:

79 views

Apontamentos

  • Não há apontamentos.
-->
Tema: Mpg. Customizado por: Articloud