Dissilicato de lítio: como potencializar a tenacidade a fratura clinicamente?

Luciano Bonatelli Bispo

Resumo

As restaurações indiretas metalocerâmicas têm um largo tempo de acompanhamento clínico com alta taxa de sucesso. Contudo, a mudança na escala de valores dos conceitos estéticos e o apelo por um comportamento socioeconômico que transmita maior confiança e autoestima têm procurado substituir tais materiais. O grande problema da infraestrutura metálica é o chamado “sorriso metalocerâmico” que expõe a cinta metálica após recessão da margem gengival, constituindo-se fator indesejável. Visando contornar esse problema, aprimoramentos técnico-científicos têm procurado substitutos, tais como as coroas com ombros cerâmicos “colar-less”1, 2, 3, até o aprimoramento de novos sistemas vitro-cerâmicos com aumento do conteúdo de cristais que visam impedir a propagação de trincas, aumentando a tenacidade dessas estruturas e melhorando sua resistência mecânica. Entre os novos sistemas cerâmicos, os que empregam o dissilicato de lítio voltaram a ser explorados pela gama de aplicações clínicas, principalmente nos fragmentos cerâmicos e lentes de contato tão em moda. Sendo a tenacidade à fratura componente importante na escolha do sistema cerâmico, este trabalho tem o objetivo de esclarecer os reais mecanismos envolvidos na escolha do dissilicato de lítio como opção clínica para a confecção de restaurações indiretas contemporâneas

Palavras-chave

Cerâmica; Lítio; Materiais dentárioS; Estética dentária; Ligas metalocerâmicas

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Referências

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